As variantes do novo Coronavírus


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Ilustração das variantes do vírus Sars-CoV-2

Antes de sabermos quais são as variantes que tanto têm causado medo no mundo, devemos entender o que são as variantes. As variantes ocorrem devido a erros que ocorrem no material genético do vírus durante suas replicações, gerando vírus-filhos com algumas mutações. Estas mutações podem ter alguns resultados na evolução do vírus, caso for desvantajoso, os vírus-filhos serão eliminados; se o resultado for indiferente para o vírus, ele continuará como antes; porém o problema é caso a mutação for vantajosa, pois isso alterará a ação do vírus, podendo ocorrer agravamento dos casos, dificultar novos estudos, entre outros.


Atualmente, três variantes são consideradas mais preocupantes pela OMS, sendo as cepas do Reino Unido, do Brasil (Manaus) e da África do Sul, por acumularem mutações capazes de modificar a estrutura de uma proteína do vírus, que é responsável pela infecção das células humanas.


  • Variante do Reino Unido (B1.1.7): foi identificada em setembro de 2020, no Reino Unido e está distribuída em 120 países. Esta cepa chega a ser até 64% mais letal e 90% mais transmissível, uma vez que a mutação na variante inglesa está localizada na parte da molécula que faz a absorção do vírus à superfície da célula, que provoca uma absorção mais forte do vírus, o que aumenta a capacidade de infecção.

  • Variante Brasileira - Manaus (P.1): foi identificada em janeiro de 2021, no estado do Amazonas, após viajantes japoneses chegarem em Tóquio depois viajarem pela região. Após estudos da Fiocruz Amazônia, esta variante pode causar o aumento da carga viral em até dez vezes no organismo, comparada à outras variantes.

  • Variante da África do Sul (B.1.351): identificada em dezembro de 2020, esta cepa é cerca de 50% mais contagiosa, entretanto não mostra maior probabilidade de causar hospitalizações graves ou até mesmo a morte.

Agora está começando a ser estudada a variante indiana, que acaba de chegar no Brasil e vem causando medo entre as pessoas, pois possui três tipos de mutações e já está presente em mais de 50 países, porém ainda não se sabe se é mais transmissível ou mais fatal, por isso as autoridades reforçam a importância das medidas de proteção e de isolamento para aqueles que não possuem motivos plausíveis para sair de casa.


A situação das vacinas vem sendo estudada, pois ainda não há informações concretas a respeito da eficácia contra as variantes, entretanto espera-se que, mesmo que diminua o grau de eficácia, elas continuem protegendo contra a evolução para casos mais graves, devido a imunidade celular, que garante uma proteção mais segura.


Por fim, reforçamos que a melhor solução para evitar o surgimento de novas variantes e a diminuição da disseminação destas já existentes, é o respeito aos protocolos de segurança que as autoridades de saúdem tem nos passado constantemente e que, até que a vacina seja acessível para toda a população mundial e nossas vidas volte a ser a mais próxima possível do normal.

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