Como evitar as intoxicações alimentares nas festas de fim de ano

O final de ano é uma época marcada por tradições, trocas de presentes, amigos secretos, reunir família, amigos, promessas de fim de ano, mas principalmente as ceias, e no meio de toda essa comilança é importante manter em mente algumas medidas de segurança, já que infelizmente está época também é marcada pelas frequentes intoxicações alimentares.

Entre os maiores causadores de problemas estão aves mal assadas, molhos, saladas, maioneses e até mesmo sobremesas.

Tanto em aves mal assadas como em ovos e derivados (especialmente quando não cozidos devidamente, como ocorre nas chamadas gemadas) deve-se haver atenção quanto a contaminação por Salmonella sp. gerando sintomas característicos como diarreia (podendo haver presença de sangue), cólicas, náuseas, vômitos, dor de cabeça e febre.

Em relação as saladas os riscos se relacionam a presença de coliformes (representado pelos gêneros Escherichia, Citrobacter, Enterobacter e Klebsiella) que geram na pessoa afetada sintomas muito semelhantes aos da salmonelose citada acima.

Outro prato característico é a carne, especialmente a de porco, quando ao seu consumo deve-se estar atento aos riscos quanto a microrganismos presentes em tais carnes que podem acarretar toxinfecções alimentares, especialmente os pertencentes aos gêneros Salmonella, Clostridium e Staphylococcus, cuja presença geralmente se associa ao uso, no abatedouro, de técnicas higiênico-sanitárias inadequadas, sendo que o gênero Staphylococcus é capaz de apresentar sintomas como diarreias e vômitos pela produção de toxinas.

Dessa maneira, a Secretaria da suade do estado de São Paulo elaborou algumas medidas a serem tomadas de modo a evitar tais intoxicações citadas abaixo:

· Lavar as mãos antes de comer e depois de usar o banheiro.

· Não misturar alimentos de origens diferentes, como carnes e verduras, em cima da pia.

· Não usar a mesma faca durante a preparação de diferentes alimentos

· Lavar bem frutas e verduras com água potável/tratada e depois higienizá-las com hipoclorito de sódio ou água sanitária (siga as instruções do rótulo ou da bula do produto). Vinagre doméstico não mata os microrganismos. Ajuda apenas a despregar sujeiras.

· Cozinhar, assar ou fritar muito bem os alimentos a serem consumidos.

· Guardar os alimentos já preparados dentro da geladeira.

· Não consumir alimentos de procedência clandestina ou desconhecida.

· Lavar latinhas de refrigerantes ou outras bebidas com água e sabão.

Além da questão do preparo adequado do alimento deve-se ter atenção quanto as famosas sobras que costumam ser reutilizadas para o preparo de outros pratos, no intuito de se evitar desperdícios, mas por vezes devido a falhas de armazenamento, são ocasionadas intoxicações alimentares, que podem ter graves consequências.

Segundo o professor da FMB, Nilton Carlos Machado alerta a respeito dos perigos de de um dos mais famosos quitutes natalinos, a famosa “farofa”, geralmente levada a praia, devendo ser preferencialmente evitada, uma vez que sua composição geralmente envolve ovos, maionese, carnes. Ele alerta ainda a respeito dos riscos relativos a pessoas que tem o hábito de viajar escolhendo levar consigo alimentos comparados na cidade de origem, devendo-se nesses casos ter um cuidado redobrado quanto as condições refrigeração e condicionamento durante o transporte, levando ainda em consideração o tempo de viagem.

Dessa forma, tendo os devidos cuidados com a segurança dos alimentos presentes em sua ceia, desejamos boas festas!

Referências

http://www.saude.sp.gov.br/ses/noticias/2011/dezembro/saude-alerta-sobre-risco-de-intoxicacao-alimentar-nas-festas-de-fim-de-ano

http://www.hcfmb.unesp.br/o-perigo-de-nao-conservar-os-alimentos-da-maneira-adequada/

https://www.fca.unesp.br/Home/Instituicao/Departamentos/Gestaoetecnologia/Teses/roca313.pdf


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