Fake News sobre vacinas ameaçam o combate de doenças .


As vacinas são uma forma muito importante de prevenção e erradicação de inúmeras doenças, protegendo não só a pessoa imunizada, mas também a população à volta. Elas são responsáveis pelo aumento da nossa expectativa de vida, foram as principais responsáveis pela diminuição da mortalidade infantil e são um marco na história da saúde humana. Mesmo vendo estudos e campanhas que ressaltam a importância da vacinação, muitos não acreditam e ainda faz o compartilhamento massivo de notícias falsas, as chamadas Fake News, sobre as vacinas, o que tem trazido dúvidas e desconfianças à população sobre essa imunização.

As Fake News sobre vacinas é um ato criminoso, irresponsável, muito frequente e deve ser combatido sempre. Entre os milhões de brasileiros que afirmam que não vão tomar a vacina do COVID, por exemplo, cerca de 34% declaram acreditar em pelo menos uma das notícias falsas (fake News) como razão para não se vacinar. O número de pessoas que não pretende se vacinar pode ser realmente elevado e vemos nas redes sociais um criminoso movimento antivacinas crescendo no Brasil, como mostram grupos com milhares de membros no Facebook.


Podemos ver a seguir alguns exemplos de Fake News que circulam pelas redes sociais:


Vacinas são úteis, mas, às vezes causam mais doença do que previnem.

MITO. A vacina injeta bactérias e vírus vivos enfraquecidos, ou parte destes, em nosso organismo, de maneira que o indivíduo inoculado não vá adoecer. A vacina injetada faz com que nosso sistema imunológico, isto é, nossas células de defesa, reconheça aquela parte de vírus ou bactéria e produza uma proteção contra eles. Quando entramos em contato com a doença, o nosso organismo reconhece e destrói o vírus ou bactéria causadora da enfermidade, porque ele já está preparado para combater aquilo. Esse preparo para combater as infecções é um resultado das vacinas.


Vacinas causam afeitos colaterais perigosos.

MITO. A proteção é muito maior do que a chance desses efeitos. E quando acontecem, na grande maioria dos casos, não são graves.


Não há evidências de que as vacinas sejam seguras e eficazes.

MITO. Antes de a vacina ser comercializada, ela passa por um processo complexo e demorado para ter certeza de que seja segura na hora que chegar no mercado.


As vacinas causam autismo.

MITO. A mentira de que vacinas causam autismo foi criada em 1998 pelo ex-médico britânico Andrew Wakefield, quando publicou um artigo nada científico na revista The Lancet, relacionando a vacina da Tríplice Viral (sarampo, caxumba e rubéola) com casos de autismo em crianças. Posteriormente, foi comprovado que não havia absolutamente nenhuma evidência de que vacinas causem autismo e esse artigo foi retratado (despublicado).


Um corpo sadio não precisa de vacinas.

MITO. A imunização provoca uma resposta imune adaptativa (anticorpos e linfócitos de memória) através da inoculação de antígenos. Uma pessoa só está imune à uma doença se produzir anticorpos e linfócitos de memória. Hábitos saudáveis podem auxiliar na resposta imune eficaz, mas não imunizar.


Referências:

UNICAMP - https://www.unicamp.br/unicamp/noticias/2020/10/13/desmentindo-fake-news-sobre-vacinas

UFMG - https://www.medicina.ufmg.br/fake-news-sobre-vacinas-ameacam-o-combate-de-doencas-e-permite-a-volta-das-ja-erradicadas/


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