Fitoterápicos: posso confiar?

De acordo com a Anvisa, o medicamento fitoterápico é um medicamento produzido a partir de vegetais ou plantas medicinais com alguma ação terapêutica.

Eles também são caracterizados por dispor de um conjunto de princípios ativos que são conseguidos a partir de partes de plantas, como raízes, folhas e sementes. Por esse motivo, na fórmula de um fitoterápico é comum encontrar outros ingredientes naturais, como cera de abelha e óleos vegetais. Eles podem ser apresentados em diversas formas: cápsula, creme, gel, xarope etc.

Esses medicamentos já são codificados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e reconhecidos pela Organização Mundial de Saúde (OMS), garantindo a qualidade e procedência para o consumidor.


A sua demanda tem crescido por possuir alguns benefícios, como possuir substâncias naturais em sua composição, ser menos agressivo e menos tóxico, praticamente não gera nenhuma dependência, entre muitos outros. Cerca de 25% dos medicamentos do mundo têm princípios ativos originários de plantas, e cerca de 70% dos medicamentos usados no combate ao câncer também. A codeína e a escopolamina, amplamente usados pela população, são exemplos de medicamentos populares que também são fitoterápicos. Ou seja, você provavelmente já os consome.


Fitoterápicos podem agir junto com medicamentos convencionais ou ser a única medicação do tratamento. Isso depende de cada paciente e da graduação da patologia (casos mais ou menos graves). Eles não são um método alternativo de tratamento, mas sim complementar. Seu uso deve ser indicado por um médico ou profissional capacitado, que saberá os efeitos de ação e efeitos adversos de cada caso.


Entretanto, o uso da fitoterapia exige alguns cuidados, pois é comum o pensamento por parte da população e até mesmo de alguns profissionais de que a super dosagem em fitoterápicos é inexistente. No entanto, isso é um mito! A utilização de qualquer medicamento em excesso pode ocasionar um desequilíbrio no corpo e novas doenças, por isso é importante conhecer a posologia de cada medicamento, as características das plantas utilizadas, os grupos de risco, o histórico do paciente e outras informações importantes.


E a diferença da planta medicinal?

A planta medicinal é apenas a matéria-prima em si, sendo necessária para a produção do fitoterápico, este que terá todo um controle de qualidade, será tratado corretamente e produzido com o intuito direto de tratamento medicamentoso.


Por fim, sim, você pode confiar no uso do fitoterápico, desde que seja algo receitado por um especialista da saúde e que saiba os efeitos desejados para seu corpo e seus problemas a serem tratados.

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