Quais os riscos ao não tomar a segunda dose da vacina contra covid-19?

De acordo com o dado divulgado pelo Ministro da Saúde (MS), Marcelo Queiroga, no Brasil cerca de 1,5 milhão de pessoas não voltaram para receber a segunda dose da vacina contra a covid-19. De acordo com uma lista divulgada pelo MS, dos Estados que estão com atraso na aplicação da segunda dose, São Paulo é o líder da lista, com 343.925 pessoas, depois vem Bahia com 148.877, Rio de Janeiro com 143.015, Rio Grande do Sul com 123.514, Minas Gerais com 89.122 e Paraná com 71.857.

Mas o que significa esses números? Quais são os riscos que essas pessoas correm ao não tomar a segunda dose da vacina?

Essas perguntas foram respondidas por especialistas ouvidos pela BBC News Brasil, que enfatizaram algumas consequências que podem afetar tanto o indivíduo como outras pessoas, e também o impacto disso no sistema de saúde.

As principais consequências seriam a proteção inefetiva contra o vírus para quem recebeu apenas a primeira dose, a falsa sensação de imunidade e consequente descuido dos protocolos de segurança e a possibilidade de invalidação da primeira dose e necessidade de iniciar a vacinação do zero.


Imunização comprometida


Grande parte das vacinas disponíveis contra a covid-19 precisam de duas doses para conferir uma taxa de proteção aceitável. Então, quando uma pessoa toma apenas a primeira dose, não estará suficientemente protegida.

Mesmo que a primeira dose já dê um pouco de proteção, essa taxa não está dentro dos parâmetros que foram determinados por especialistas e pelas instituições sanitárias. Por isso, é essencial receber as duas doses da vacina para estar devidamente protegido.


Falsa sensação de proteção


Outro ponto que pode se tornar perigoso é a falsa sensação de proteção quando o indivíduo recebe a primeira dose da vacina. Assim, ele pensa que já está imune ao vírus e volta a seguir a vida normalmente, flexibilizando ou não seguindo mais os protocolos de segurança. E essas ações não coloca apenas sua vida e saúde em risco, mas também a de outras pessoas, pois mesmo vacinado pode contrair o vírus e transmiti-lo para outras pessoas.

Mas, cabe ressaltar que os protocolos de segurança devem ser seguidos tanto por quem já tomou as duas doses, quanto por quem tomou apenas uma ou nenhuma. Ou seja, o distanciamento físico, uso de máscaras, higienização das mãos, entre outras medidas devem ser seguidas por todos.


Recomeço da vacinação


Ainda não se sabe como fica a situação da pessoa que não completou as duas doses. Será que elas precisam recomeçar a vacinação do zero ou podem receber a segunda dose a qualquer momento?

Especialistas informam que é variável conforme o tempo de atraso, mas sim, há a possibilidade de anular a dose já tomada e consequentemente a vacinação ter que ser reiniciada do zero. Quando o tempo de atraso é muito grande pode ser necessário recomeçar do zero, pois não tem como garantir a imunização.

Além de impactar a saúde, deixar de tomar a segunda dose pote impactar o estoque de vacinas, que já é limitado, podendo prejudicar as pessoas que ainda estão na fila de espera para receber o imunizante.


Segunda dose em atraso, o que fazer?


Para quem está com a segunda dose em atraso é recomendado procurar o posto de vacinação mais próximo de casa o mais rápido possível para completar a vacinação.

É importante levar a carteira de vacinação da Covid-19 que apresenta qual o tipo de imunizante foi recebido na primeira dose (Coronavac ou AstraZeneca), pois as doses não devem ser misturadas, ou seja, se o indivíduo recebeu a primeira dose da Coronovac, a segunda deve ser do mesmo fabricante.

Ambas as vacinas são aplicadas em duas doses, mas tem prazos distintos, a Coronavac tem um intervalo de 14 a 28 dias, enquanto a AstraZeneca tem um intervalo de três meses.

É essencial receber as duas doses da vacina, pois muitas vezes uma só não é suficiente para atingir o mínimo de anticorpos necessários para neutralizar o vírus, então precisa de uma dose de reforço para atingir uma taxa adequada de anticorpos.

E o intervalo entre as doses é essencial ser seguido à risca, pois é justamente o intervalo que vai preparar o corpo para que a segunda dose seja efetiva e gere anticorpos neutralizantes.


Fonte: https://www.ictq.com.br/farmacia-clinica/2806-quais-os-riscos-ao-nao-tomar-a-segunda-dose-da-vacina-contra-covid-19

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